Para leads, poema!

Acabamos mergulhados no círculo vicioso de performance realtime… o target lê pouco, escreva o mínimo. O público-alvo da campanha é direto, seja literal… mais imagens, foto maior, menos texto… abrir espaço para a imaginação, para a abstração? Difícil.

Quebrar todos estes paradigmas foi a maior conquista de um trabalho recente que me enche de orgulho. Para o lançamento de um empreendimento imobiliário chamado Poema, o próprio nome dava a letra da essência que deveria ser perseguida.

Em uma manhã cotidiana, o bairro que recebe a novidade acordou mergulhado em poesias, penduradas aos milhares nas árvores de parques e calçadas. “Colha este poema” era um convite à leveza e à contemplação. Uma semana antes, mais de mil correspondências foram remetidas aos moradores com poesias e versos: “Receba este poema” era a ação de abertura. Finalmente, “Celebre este poema” foi o terceiro passo da campanha, convidando a comunidade para um evento de rua com música, arte, dança, piquenique, e, logicamente, arquitetura. O espírito das ações de guerrilha uniu-se à sutileza poética para interromper com rima, para surpreender com simpatia.

Marca? Não houve. Não diretamente. A ação não era assinada. Ads? Também não: toda a movimentação foi orgânica. A hashtag #poemapetropolis agregava todo o conteúdo produzido nas mídias sociais, que acabaram pautadas até na imprensa.

Resultado: muitos leads qualitativos de curiosos na região interessados em saber mais sobre o que era essa novidade. Além disso, um reforço de marca sem precedentes para o cliente, de maneira amistosa, não interruptiva, alinhada com um reposicionamento de branding que a coloca cada vez mais comprometida com tornar a cidade mais bela e inspiradora.

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